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Por que perdemos a paz tão facilmente?

A paz bíblica, portanto, não significa ausência absoluta de divergências. Romanos 12:18 orienta: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos”. A recomendação reconhece que nem todo conflito está sob o controle de uma única pessoa, mas estabelece uma responsabilidade: fazer a própria parte na construção da paz. No casamento, na criação dos filhos, na igreja, no trabalho e nas relações sociais, isso envolve controlar palavras, buscar reconciliação e não transformar toda discordância em batalha.A tão desejada “paz interior”

Há também uma dimensão interior. Em Filipenses 4:6-7, Paulo relaciona oração, gratidão e ansiedade à “paz de Deus, que excede todo o entendimento”. A passagem não promete uma vida sem problemas, mas aponta para uma maneira diferente de enfrentá-los. Para quem vive submetido à pressão permanente, a paz deixa de ser apenas uma circunstância externa e passa a envolver confiança em Deus.

 

O teólogo Lourenço Stelio Rega relaciona essa tranquilidade a outra questão: propósito. Para ele, uma vida sem prioridades claras pode se transformar em uma sucessão de urgências, deixando pouco espaço para aquilo que realmente importa. “É necessário ter claro o propósito da vida, que nos conduz ao estabelecimento de prioridades. Isso nos leva a dizer ‘não’ ao que não é essencial e manter o alinhamento com os ideais da Palavra de Deus”, orienta.

 

Rega entende que a vida cristã deve organizar as escolhas, e não ocupar apenas um espaço entre tantas outras prioridades. “Nosso projeto de vida, após a conversão, deve estar focalizado na missão de Deus em resgatar toda a criação e criatura. Vivemos a história de Deus por meio das nossas escolhas e ações”, afirma. Nesse sentido, buscar paz também pode significar aprender a dizer não ao excesso, à competição permanente e àquilo que rouba tempo e atenção do que é essencial.

 

O pastor presbiteriano José Ernesto Conti, do ministério Água Viva, no Espírito Santo, identifica justamente na pressa um dos obstáculos contemporâneos à tranquilidade. “Esse é um tremendo desafio, semelhante aos 10 trabalhos de Hércules! O problema não são os desafios em si, mas a necessidade de realizá-los no menor tempo possível”, A consequência, segundo Conti, é uma sociedade permanentemente acelerada. “Estamos todos adoecendo sem perceber, contaminados pela doença da pressa.” Para o cristão, ele aponta uma certeza que pode reorganizar essa rotina: “Apesar de tudo, Deus está no controle. Essa certeza alivia o estresse dessa correria, muitas vezes insana”.

 

A Bíblia oferece, assim, uma espécie de mapa para diferentes dimensões da paz. O Salmo 4:8 associa segurança e descanso à confiança em Deus. Isaías 26:3 fala da mente firme que permanece em paz porque confia no Senhor. Colossenses 3:15 orienta que a paz de Cristo governe o coração. E Hebreus 12:14 resume uma tarefa que ultrapassa o indivíduo: “Segui a paz com todos”.

 

No Dia Internacional da Paz, a mensagem pode começar longe dos campos de batalha, mas não precisa terminar neles. Pode começar na forma como uma família conversa à mesa, na maneira como um casal enfrenta uma divergência, na decisão de não responder à agressão com outra agressão, na disciplina de silenciar diante de uma provocação e na capacidade de reconhecer quando é necessário pedir perdão. Para a fé cristã, paz não é simplesmente um lugar onde não existe conflito. É também uma escolha diária de reconciliação, domínio próprio, confiança e serviço.

 

Práticas de paz à luz da Bíblia

Ore antes de reagir

Filipenses 4:6-7 relaciona oração e gratidão à paz de Deus. Antes de responder em meio à tensão, transforme a preocupação em oração.

 

Não devolva o mal na mesma moeda

Romanos 12:17-18 orienta a não retribuir mal por mal e, “quanto depender de vós”, viver em pazPráticas de paz à luz da Bíblia

Ore antes de reagir

Filipenses 4:6-7 relaciona oração e gratidão à paz de Deus. Antes de responder em meio à tensão, transforme a preocupação em oração.

 

Não devolva o mal na mesma moeda

Romanos 12:17-18 orienta a não retribuir mal por mal e, “quanto depender de vós”, viver em paz com todos.

 

Cuide das palavras dentro de casa

Provérbios 15:1 ensina que “a resposta branda desvia o furor”. O princípio vale especialmente para os conflitos familiares.

 

Aprenda a perdoar

Colossenses 3:13 orienta os cristãos a suportarem uns aos outros e perdoarem as queixas, “assim como o Senhor lhes perdoou”.

 

Não transforme toda divergência em guerra

Mateus 5:9 chama de bem-aventurados os pacificadores. Discordar não precisa significar romper relações.

 

Combata a ansiedade com confiança

Isaías 26:3 relaciona a paz à mente que permanece firme e confia em Deus.

 

Estabeleça limites para a pressa

Eclesiastes 3:1 lembra que há “tempo para todo propósito debaixo do céu”. Nem toda urgência merece governar a agenda.

 

Procure reconciliação

Mateus 5:23-24 apresenta a reconciliação como algo que não deve ser indefinidamente adiado.

 

Leve a paz para além de casa

Hebreus 12:14 orienta: “Segui a paz com todos”. A vocação cristã para a paz alcança família, igreja, trabalho e sociedade.

Fonte Comunhão.




19/09/2026 – Net 3 Gospel

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