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O TPS permitiu que cidadãos salvadorenhos permanecessem legalmente nos Estados Unidos e obtivessem autorização para trabalhar por cerca de 25 anos. Com o encerramento do programa, os beneficiários passam a enfrentar um cenário de maior insegurança migratória. Durante a coletiva, líderes religiosos destacaram ainda que aproximadamente 150 mil crianças americanas são filhas de pessoas beneficiadas pelo TPS, ampliando o impacto potencial da medida para além dos próprios imigrantes.Pastores detidos pelo ICE
A atuação do ICE esteve entre os principais pontos de preocupação apresentados pelas lideranças. Os religiosos criticaram prisões de pastores e defenderam que os procedimentos migratórios respeitem o devido processo legal. Os representantes também pediram maior proteção para locais considerados essenciais à comunidade, como igrejas, escolas e hospitais, argumentando que esses espaços deveriam permanecer protegidos de operações de fiscalização migratória.
Jacqueline Fuentes, filha de um pastor detido em Indiana, relatou durante o encontro os efeitos da prisão do pai. Em seu depoimento, defendeu a permanência de imigrantes indocumentados e destacou sua participação na economia americana, incluindo o pagamento de impostEla também chamou atenção para o impacto das medidas migratórias sobre crianças cidadãs dos Estados Unidos que podem ser separadas de seus pais. “Nossos pastores não deveriam estar atrás das grades”, afirmou Fuentes, defendendo que eles deveriam continuar ao lado das comunidades, especialmente em períodos de medo e incerteza.Pedido inclui Haiti
O bispo Juan Garcia, diretor de ministérios hispânicos da Igreja de Deus, defendeu que o governo conceda pelo menos mais dois anos de TPS aos salvadorenhos. Na avaliação dele, uma extensão daria às famílias tempo para organizar sua situação e reduziria o risco de separações abruptas. Garcia também pediu a retomada do programa de proteção temporária para cidadãos do Haiti.
Para as lideranças reunidas em Washington, o debate migratório precisa levar em consideração tanto as preocupações relacionadas à segurança nacional quanto os efeitos humanitários das decisões do governo. Ao encerrar a coletiva, os religiosos reforçaram o apelo por uma política que combine rigor na aplicação da lei com atenção às famílias mais vulneráveis. A mensagem defendida pelo grupo foi resumida na ideia de agir com “firmeza na justiça e grande na misericórdia”.



