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O templo era antigo, daqueles que tinham colunas de sustentação no meio da nave. Certo dia, quando o culto transcorria normalmente, um homem alcoolizado entrou porta a dentro e, abraçado a uma das colunas, bradou: “Vou derrubar essa igreja”. Assustados com aquela ameaça, todos se voltaram para o sujeito. Então, lá do púlpito, o pastor disse: “Calma pessoal, vamos ver se o Sansão consegue derrubar nossa igreja!”
Embora constituída por seres humanos, que ainda são imperfeitos, a igreja estabelecida por Jesus tem natureza divina. Ao lançar os fundamentos daquele que seria o povo da nova aliança, o Senhor Jesus, se referindo não a uma construção evidentemente, mas a uma comunidade, disse: “Edificarei a minha igreja e as portas (ou os poderes) do inferno não poderão vencê-la” (Mateus 16.18).
A abordagem desse tema remete ao conceito de igreja segundo o Novo Testamento. Ao usar o termo, Jesus se valeu da palavra grega Eklesia, conhecida no mundo de então e que designava a assembleia de cidadãos livres convocados para deliberar sobre interesses comuns. A ideia básica é da chamada para um propósito específico. Assim, o termo igreja identifica os que são chamados para fora da vida comum, para compor uma nova comunidade, cuja liderança é de Cristo.Vale dizer também que a ideia de igreja, em sua gênese, estava presente no Antigo Testamento. Ali, o termo kaal (congregação) se referia ao ajuntamento do povo, convocado pelo toque das trombetas para uma celebração. Como se percebe no texto de Mateus 16.18, o conceito, embora suas raízes, foi particularizado por Jesus ao dizer A MINHA IGREJA. Essa é a igreja que não pode ser vencida pelos poderes do mal, a Igreja de Jesus Cristo.
Geo W. McDaniel nos lembra que o termo Eclesia, 114 vezes no Novo Testamento, descreve sempre “Um grupo organizado, formado por crentes batizados, com deveres e privilégios iguais, que administram seus negócios debaixo da soberania de Cristo. Um corpo unido na mesma fé, ligado por um pacto para fazer o que Cristo ordena, cooperando com outros de natureza semelhante nos empreendimentos do reino” (As Igrejas do Novo Testamento, p. 22-27).
A Igreja (universal) é uma só, mas está representada por igrejas locais espalhadas por todo o mundo. Elas se organizam em denominações diversas, podem ser grandes ou pequenas, adotam estilos litúrgicos e formas de governo diferentes, divergem quanto a usos e costumes e também sobre determinados aspectos doutrinários. Esses fatores atestam a diversidade presente na igreja.A igreja é a força mais poderosa que existe sobre a face da terra”, afirma Ray Stedman (A Igreja, corpo vivo de Cristo, p.9). No entanto, precisamos lembrar que as palavras de Jesus sobre a invencibilidade da igreja em Mateus, não se refere a uma congregação local específica, essas podem nascer e morrer, de acordos com as circunstâncias. A promessa de Jesus se aplica ao povo de Deus de todos os tempos, espalhado por toda a terra, independente de raça, cor, língua ou denominação.
Pr. Joarês Mendes de Freitas é pastor emérito da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi
Fonte Comunhão.



