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Mas eles tiveram a visão do Jesus ressuscitado.
A ressurreição revelou que a morte não é a palavra final sobre a vida de uma pessoa. Mostrou que a fidelidade pode parecer derrotada, sem, de fato, ser derrotada. Ensinou que o que é oferecido a Cristo pode ser escondido, combatido ou enterrado, mas jamais perdido.
Essas vidas importavam, não porque o mundo reconhecesse sua importância, mas porque suas histórias aparentemente pequenas foram incorporadas à grande história de Jesus, onde o sofrimento é sempre redimido, a morte é sempre vencida e cada ato oculto de fidelidade será um dia trazido à luz.
As orações que guiaram Bach e os discípulos
É por isso que as inscrições de Bach, JJ e SDG, são tão poderosas. Jesu juva precedia o trabalho: Bach começava de um lugar de dependência “Jesus, ajuda-me. Dá-me o que não tenho. Sustenta minha atenção. Fortalece minhas mãos. Mantém-me fiel à tarefa que me foi confiada”. Soli Deo gloria vinha no final: toda beleza, excelência e influência da música pertenciam, em última análise, A primeira oração libertava Bach da autossuficiência. A segunda, da posse do resultado.
Essa é a maneira cristã de viver. Começamos recebendo a graça de Deus e terminamos devolvendo a Ele a glória. No meio, oferecemos nosso trabalho com fidelidade.
Não comporemos uma Paixão Segundo São Mateus. Talvez nunca criemos algo que seja lembrado por séculos. Mas todos enfrentamos a mesma pergunta que Bach encarava diante de uma folha em branco: posso realizar o trabalho diante de mim sem depender dele para provar meu valor?
Essa questão ultrapassa o trabalho. Toca a mãe que cuida de um filho que ainda não entende seu sacrifício. Toca o amigo que permanece presente na longa estação de luto de outra pessoa. Toca o líder que fala a verdade quando esconder seria mais fácil e lucrativo. Toca quem ora diariamente, dá generosamente, perdoa livremente, encoraja suavemente e serve sacrificialmente, sem garantia ou necessidade de reconhecimento.
Essas atitudes podem parecer pequenas demais para fundamentar uma vida, mas a própria vida de Jesus nos ensina a desconfiar das aparências. Sua maior vitória pareceu, por um tempo, humilhação e derrota. A salvação do mundo foi realizada por um homem desprezado, rejeitado e apagado, com um corpo machucado, espancado e quebrado antes de ser colocado em um túmulo emprestado.
A cruz e a ressurreição nos libertam da necessidade de fabricar nossa própria significância. Jesus já garantiu nosso lugar na história de Deus por meio de Sua obra consumada. Não trabalhamos para conquistar um veredito de amor; em Cristo, trabalhamos a partir desse amor. Não precisamos ser notáveis ou memoráveis. Já somos plenamente conhecidos e seremos sempre lembrados por aquele cuja memória não falha. Ele nos chama pelo nome, lembra que somos Seus, nunca nos abandona e promete estar conosco até o fim dUma vida significativa não é necessariamente uma vida de destaque. É uma vida recebida como presente, vivida em dependência, oferecida em amor e confiada humildemente a Deus. Uma frase atribuída a Lutero diz que até a mais humilde empregada que varre com o propósito de glorificar a Deus está cheia de tanta dignidade quanto o maior pregador do mundo.
Os discípulos puderam se entregar porque o Jesus ressuscitado prometeu que a ressurreição também os aguardava. Bach pôde deixar a recepção de sua música nas mãos de Deus porque a glória era dEle, não sua. As circunstâncias de ambos eram muito diferentes, mas a liberdade era a mesma. Nenhum deles precisava de sucesso visível para estabelecer o significado de sua vida.
Vivemos em um mundo que nos ensina a medir quase tudo: renda, influência, seguidores, vendas, progresso e impacto. Algumas dessas medições são úteis até certo ponto, mas nenhuma delas é capaz de dizer qual é o valor da nossa vida.
Talvez, então, a pergunta não seja “Como posso tornar minha vida significativa?”, mas sim: “O que Deus colocou diante de mim e o que amor e fidelidade exigem de mim Talvez seja o trabalho que precisa ser feito, ainda que outro receba o crédito. Talvez seja a relação que precisa de atenção paciente e cuidadosa. Talvez seja o pedido de desculpas que você tem adiado, a pessoa a quem você tem negado o perdão ou o ato de coragem que ninguém jamais verá.
Não podemos saber o que Deus fará por meio dessas coisas. Bach não ouviu as orquestras que tocaram sua música séculos após seu sepultamento sem marca. Os apóstolos não viram as nações e gerações que receberiam o Evangelho por meio de seu testemunho.
Eles não precisaram ver o resultado para permanecer fiéis, e nós também não precisamos.
É entre essas duas orações que uma vida significativa se constrói. (Com informações de Scott Sauls – Christianpost)



