NOTÍCIAS


Descubra por que Cristo não precisa de complementos

Não são as tradições. É o indivíduo que as seleciona.

 

O problema não está no uso do julgamento, pensar exige isso. O problema é que nenhuma autoridade está acima desse julgamento para corrigi-lo.

 

O modelo criado para evitar privilegiar uma única autoridade acaba coroando outra: o eu autônomo, o indivíduo como autoridade final que julga todas as fontes de sabedoria, incluindo Cristo. O que parece humildade diante das tradições é, na verdade, autoridade total para um único juiz: quem escolhe.

 

A resposta bíblica em Colossenses

A carta aos Colossenses responde a essa questão de duas formas, não apenas afirmando que a verdade não está dispersa, mas também revelando quem tem autoridade para juA igreja em Colossos enfrentava ensinamentos que prometiam algo além da suficiência simples em Cristo, tradições humanas, regulamentos alimentares, práticas ascéticas e fascinação por anjos e visões místicas (Colossenses 2:8, 16, 18, 20-23). Os ingredientes mudaram, mas a tentação é a mesma: tratar Cristo como algo que precisa ser complementado por algo externo a Ele. A resposta de Paulo é marcante. Em vez de refutar cada argumento, ele começa por quem Cristo é.

 

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, visíveis e invisíveis… Todas as coisas foram criadas por ele e para ele… e nele tudo subsiste” (Colossenses 1:15-17).

 

Paulo não apresenta Cristo como um mestre que oferece uma peça para um quebra-cabeça maior. Cristo é o criador, sustentador e propósito final da realidade em uma relação categoricamente diferente com a verdade do que qualquer sistema mundano poderia reivindicar. Isso significa que Cristo não pode ser tratado coerentemente como uma autoridade entre outras dentro de uma realidade que Ele mesmo criou e sustenta. Os sistemas usados para avaliá-lo operam dentro da criação, não fora dela.

 

Paulo deixa isso claro alguns versículos depois: “Deus quis que nele habitasse toda a plenitude da divindade” (1:19). Não uma plenitude parcial, equilibrada por outros insights, mas “toda a plenitude da divindade em forma corporal” (2:9).

 

Se Cristo é quem Paulo descreve, nenhum outro sistema pode funcionar como autoridade coordenada que forneça alguma verdade final necessária para completar o que Deus revelou e realizPaulo transforma essa visão elevada de Cristo em um alerta urgente: “Cuidado para que ninguém os escravize pelo pensamento humano e pela filosofia vazia, segundo a tradição dos homens e os princípios elementares do mundo, e não segundo Cristo” (2:8).

 

Isso não é uma convocação para cessar o pensamento. A Escritura nunca pede que os crentes desliguem a mente. Note como Paulo qualifica o perigo: filosofia marcada por engano vazio, enraizada em tradições humanas e “princípios elementares do mundo”, e este é o teste real “não segundo Cristo”. O problema nunca foi a existência de outras ideias, mas quando elas funcionam como autoridades independentes contra as quais Cristo deve ser confrontado, ao invés de serem submetidas a Ele.

 

Observe como Paulo constrói cuidadosamente essa advertência. Ele ora para que os crentes conheçam Cristo, “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (2:2-3) o tesouro. Depois, alerta: “para que ninguém os engane com palavras persuasivas” (2:4) a ameaça. E por fim, estabelece o padrão: tudo deve ser medido “segundo Cristo” (2:8). Cristo não é um ingrediente pesado por uma medida externa. Ele é a medida pela qual tudo é pesado, a resposta à questão inicial: a autoridade não é o eu que seleciona as peças, mas Cristo, a quem tudo, inclusive o eu, deve prestar conIsso não exige que os cristãos rejeitem observações verdadeiras feitas pela ciência, filosofia, psicologia ou outras disciplinas. Podemos aprender com pensadores cuidadosos, mesmo que não compartilhem nossa fé.

 

O que se pede é que a verdade genuína não seja tratada como um complemento para um Cristo incompleto. Ela deve permanecer subordinada a Ele, avaliada “segundo Cristo”, e não o contrário.

 

Paulo retorna à base do seu argumento: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; e vocês estão completos nele” (2:9-10). Não estamos parcialmente equipados, aguardando outras tradições para completar o quadro. Estamos completos.

 

Isso não é um convite à arrogância. No mesmo argumento, Paulo exorta os crentes a continuarem caminhando em Cristo, “enraizados e edificados nele, firmados na fé” (2:6-7) —uma postura contínua, não uma tarefa concluída. Mas significa que a busca pela verdade nunca foi uma caça aos pedaços do que Cristo não tem. A plenitude da divindade nunca esteve dispersa entre sistemas rivais. Ela habita, corporalmente, nele.

 

Assim, a verdadeira questão não é se podemos aprender com quem vê o mundo de forma diferente. Claro que podemos. O ecletismo, como método de seleção de insights, não é o problema mais profundo o sincretismo, a mistura de Cristo em uma síntese que o submete a algo externo a Ele, é. Nenhum dos dois escapa da mesma pergunta sobre autoridade: quem decide quais peças são verdadeiras? Estamos trazendo o que aprendemos diante de Cristo ou colocando Cristo diante de nós mesmos, aceitando o que aprovamos e descartando o resto?

 

Um mundo “aberto” ainda precisa de alguém para escolher as peças. Colossenses pergunta se essa autoridade pertence a nós ou àquele por quem e para quem todas as coisas foram feitas. (Com informações de Stephen James – Christianpost)




21/08/2026 – Net 3 Gospel

COMPARTILHE

SEGUE A @SUARADIO

(67) 98484-8760

souzaemilson437@gmail.com
  1. Sua Rádio    colabore com a Net3 gospel  pix 67 98484 8760

NO AR:
Ao Vivo - NET 3 GOSPEL