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Família de pastor é massacrada por extremistas na Nigéria

O pastor nigeriano Ezekiel Dachomo, conhecido internacionalmente por denunciar a perseguição contra cristãos na Nigéria, perdeu nove familiare

Por Patricia Scott

O pastor nigeriano Ezekiel Dachomo, conhecido internacionalmente por denunciar a perseguição contra cristãos na Nigéria, perdeu nove familiares durante um ataque atribuído a extremistas da etnia Fulani no estado de Plateau. Entre as vítimas estava um bebê de apenas dois meses de idade. Segundo o líder cristão, o massacre teve como alvo sua família devido às denúncias que ele tem feito sobre a violência contra comunidades cristãs no país.

De acordo com sobreviventes, homens armados invadiram a residência da família na aldeia de Kum, durante a madrugada do último sábado (11), perguntando pelo pastor antes de abrirem fogo contra os moradores. Testemunhas relataram que os invasores anunciaram que os presentes “aprenderiam uma dura lição” antes de executarem as vítimas.

s durante um ataque atribuído a extremistas da etn

Abalado pela tragédia, Dachomo afirmou que não pretende interromper seu trabalho de denúncia, apesar das perdas sofridas. “Não posso fugir e abandonar meu povo quando sei que sou o motivo pelo qual eles foram mortos”, declarou ao portal *Truth Nigeria*.

O funeral coletivo das nove vítimas foi realizado na segunda-feira (13). Durante a cerimônia, o pastor relembrou sua ligação com a família atingida e afirmou que os responsáveis sabiam exatamente quem estavam atacando. “Foi aqui que cresci com a minha avó. Sei que eles conheciam minha ligação com esta família. A casa atacada pertence ao meu sobrinho”, afirmou.

Segundo Dachomo, o massacre faz parte de uma sequência de ataques que há anos atingem sua comunidade. Ele recordou que outros parentes também foram assassinados de forma brutal em episódios anteriores. “Eles mataram minha avó Ngo Martha e arrancaram seu coração. Depois mataram meu tio Dangai e arrancaram sua língua. Estão tentando nos expulsar desta terra”, declarou.

ia Fulani – Foto: Reprodução

Escalada da violência

Mesmo após o ataque, comunidades cristãs localizadas ao sul da cidade de Jos receberam alertas sobre possíveis novos atentados, aumentando o clima de insegurança na região. A violência no estado de Plateau preocupa lideranças locais. Segundo Solomon Dalyop, advogado e representante do povo Berom, mais de 200 pessoas foram mortas nos últimos cinco meses em ataques semelhantes.

Durante uma coletiva de imprensa realizada em 15 de julho, Dalyop afirmou que a população vive sob um cenário permanente de terror. “Nossas comunidades se transformaram em campos de derramamento de sangue. Nossas terras foram invadidas, nossas aldeias destruídas, nossas fazendas abandonadas e milhares de pessoas vivem deslocadas, com medo e sem perspectivas.”

Ele acrescentou que a crise deixou de ser apenas um problema de segurança pública e passou a representar uma grave emergência humanitária.

No funeral das vítimas, o deputado Fom Dalyop Chollom também condenou o massacre. “O que aconteceu é uma demonstração clara de que foi declarada guerra contra os nativos cristãos.”

Ameaças após denunciar perseguição

Ezekiel Dachomo vive sob constantes ameaças de morte desde que passou a denunciar internacionalmente o que classifica como um genocídio contra cristãos na Nigéria. As intimidações se intensificaram após a divulgação, em outubro de 2025, de um vídeo gravado dentro de uma vala comum onde estavam os corpos de pelo menos 12 cristãos assassinados. Nas imagens, o pastor acusa o governo nigeriano de minimizar a perseguição religiosa e faz um apelo aos Estados Unidos, à ONU e ao Senado americano para que intervenham diante da crise.

Após o assassinato de seus familiares, Dachomo afirmou ter recebido uma nova carta de ameaça. Segundo ele, os autores do massacre avisaram que seu destino será o mesmo das vítimas. Mesmo diante do risco, o pastor declarou que continuará defendendo sua comunidade e voltou a cobrar uma resposta das autoridades.

“Tinubu, estou aguardando minha prisão. A autodefesa é indispensável, e estamos preparados. Já chega”, afirmou, dirigindo-se ao presidente da Nigéria. Ao encerrar seu pronunciamento, Dachomo voltou a acusar o governo federal de falhar na proteção das comunidades cristãs do estado de Plateau, que, segundo ele, continuam vulneráveis a novos ataques.




17/07/2026 – Net 3 Gospel

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