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O WhatsApp é a plataforma digital acessada com maior frequência por usuários de 9 a 17 anos (53%), seguido pelo YouTube (48%), Instagram (48%) e TikTok (4
Por Cristiano Stefenoni
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pela TIC Kids Online Brasil serve para deixar pais e responsáveis em alerta: 65% das crianças e dos adolescentes usam a Inteligência Artificial generativa (que se dedica a criar conteúdos novos) para estudar e lidar com emoções. Além disso, o WhatsApp é a plataforma digital acessada com maior frequência por usuários de 9 a 17 anos (53%), seguido pelo YouTube (48%), Instagram (48%) e TikTok (46%).
Os dados mostram ainda que 85% desses menores de idade têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas. E mais: segundo a declaração de pais e responsáveis, 45% das crianças e adolescentes tiveram contato com propaganda não apropriada para a idade.
6%). Foto: Reprodução
A pesquisa, que está na 12ª edição, foi realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
“O tempo para brincadeiras está cada vez mais reduzido, a leitura tem sido deixada de lado e o prejuízo cognitivo e até emocional tem sido perceptível. O convívio familiar também está comprometido, pois não apenas as crianças estão envolvidas com as tecnologias, mas os adultos também”, alerta a diretora de Educação na Rede Adventista, a psicóloga Alzira Luciana Ferraz de Souza, que também é Mestre em Educação, pedagoga e psicopedagoga.
Na opinião dela, a grande responsável por essa situação é a própria família, contudo, a escola também tem o dever de fazer a sua parte. “Ela [a família] deve orientar, estabelecer limites e acompanhar o uso. Mas claro, é uma responsabilidade que pode ser compartilhada com a escola, que também podem orientar, seguir a lei que proíbe o uso do celular e proporcionar um ambiente educacional atraente com atividades em grupo estimulando a convivência e o diálogo”, justifica.
Para o professor e assessor do Diretor Geral da Rede Batista de Educação, pastor Luciano Estevam, os números da pesquisa revelam não apenas uma familiaridade precoce com a tecnologia, mas também há riscos de dependência, distração e superficialidade no aprendizado.
“O uso tão cedo da IA traz riscos claros. Cientificamente, pode prejudicar a atenção, o pensamento crítico e a autonomia criativa, além de confundir realidade e ficção. Espiritualmente, a confiança excessiva em ferramentas humanas pode enfraquecer a fé e o discernimento, como alerta Jeremias 17:5”, afirma.
Para prevenir esses problemas dentro de casa, o pastor orienta os pais a acompanharem o uso da tecnologia, estabelecer limites e promover não só o diálogo, mas também jogos e brincadeiras que estimulem a criatividade.
“A ciência mostra que o exemplo familiar é essencial para formar hábitos saudáveis. A Bíblia reforça essa responsabilidade, ensinando que os pais devem instruir os filhos no caminho certo (Provérbios 22:6). A tecnologia pode ser usada de forma positiva quando serve ao aprendizado, à criatividade e à comunicação responsável, mesmo assim, estes pontos perdem de longe para uma inteiração verdadeira, manual e criativa”, justifica.
Outro alerta feito pelo pastor é em relação ao uso intenso de redes sociais. “WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok influenciam o comportamento infantil e adolescente, afetando autoestima, sono e emoções. A ciência relaciona isso à comparação social e à ansiedade. A Bíblia, por sua vez, orienta a não se conformar com os padrões do mundo (Romanos 12:2), lembrando que o coração deve ser guardado de influências negativas”, enfatiza Estevam.
Ele conclui lembrando que a responsabilidade pelo uso correto da internet é compartilhada entre família, escola, empresas e governo, mas a base está no lar. “Os pais, segundo Efésios 6:4, têm o dever de educar com amor e vigilância. Assim, tanto a ciência quanto a fé apontam para o mesmo caminho: o equilíbrio, a presença dos pais e o uso consciente da tecnologia como instrumento de crescimento, e não de dependência. Do ponto de vista cristão, tudo deve ser feito “para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31), ou seja, com propósito e moderação”, finaliza.



