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Estudo revela benefícios ao limitar uso de redes sociais por adolescentes. – Foto: Reprodução IAPor Cristiano Stefenoni
Um estudo encomendado pelo governo do Reino Unido revelou que restringir o uso de redes sociais por adolescentes pode trazer benefícios significativos para a saúde mental, o desempenho escolar e os relacionamentos familiares. A pesquisa, realizada com 309 famílias e adolescentes de 13 a 17 anos, apontou melhorias no sono, no humor, na concentração, no tempo dedicado aos estudos e na interação entre pais e filhos após apenas um mês de intervenção.O levantamento foi conduzido pelo Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia (DSIT) em parceria com a empresa de pesquisas Savanta. Os participantes foram divididos em grupos que adotaram diferentes estratégias para reduzir o tempo nas redes sociais. Um grupo teve um limite diário de 15 minutos por aplicativo, outro passou a utilizar um toque de recolher digital, bloqueando o acesso às plataformas entre 21h e 7h, enquanto um terceiro removeu completamente os aplicativos de redes sociais dos dispositivos. Um quarto grupo manteve a rotina habitual para servir de comparação.Independentemente da estratégia adotada, os adolescentes relataram mudanças positivas em diversos aspectos da rotina. Segundo o relatório, muitos passaram a dormir melhor, apresentaram melhora no humor, conseguiram manter a atenção por mais tempo nas atividades escolares e passaram a dedicar mais tempo aos estudos. Também houve relatos de maior convivência com a família e de uma relação mais equilibrada com a tecnologia.
Entre as três intervenções, o toque de recolher digital foi considerado o método mais fácil de implementar. Pais e adolescentes afirmaram que impedir o acesso às redes durante a noite ajudou a reduzir distrações antes de dormir e favoreceu uma rotina mais saudável. Em vários casos, as famílias decidiram manter essa regra mesmo após o encerramento da pesquisa.
Já a remoção completa dos aplicativos apresentou os maiores ganhos na capacidade de concentração dos adolescentes. Em contrapartida, muitos participantes disseram sentir dificuldades para acompanhar conversas entre amigos e eventos sociais organizados pelas plataformas, mostrando que as redes sociais continuam exercendo um papel importante na vida social dos jovens.O limite de apenas 15 minutos por aplicativo foi a estratégia que encontrou maior resistência. Muitos adolescentes consideraram o tempo insuficiente para conversar com amigos ou acompanhar conteúdos de interesse, além de relatarem tentativas frequentes de contornar as restrições impostas pelos celulares.O estudo foi encomendado antes de o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciar planos para proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Embora os pesquisadores ressaltem que a pesquisa tem caráter qualitativo e não estabelece uma relação de causa e efeito, os resultados reforçam o debate internacional sobre a necessidade de estabelecer limites para o uso das plataformas digitais na adolescência e oferecem evidências de que pequenas mudanças na rotina podem gerar impactos positivos no bem-estar e na qualidade de vida dos jovens.
Fonte Comunhão.



