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O primeiro ministério do líder é a família”, alerta pastor

O apóstolo Paulo afirma que o líder deve governar bem a própria casa, demonstrando que o ministério começa no lar antes de se estender à igreja – Foto: IAPor Patricia Scott

As Escrituras apresentam o cuidado com a família como um dos requisitos essenciais para quem exerce a liderança espiritual. O apóstolo Paulo afirma que o líder deve governar bem a própria casa, demonstrando que o ministério começa no lar antes de se estender à igreja. À luz desse princípio, o pastor Josué Gonçalves, terapeuta familiar, fundador do SOS Casamento Curado e idealizador da Mentoria Pastor Discipulando Pastor (PDP), alertou que o serviço ministerial jamais deve comprometer a saúde emocional da família.

Segundo ele, muitos líderes se dedicam intensamente ao cuidado da igreja, mas acabam negligenciando a própria casa. Para o pastor, uma das maiores dificuldades enfrentadas por esposas de líderes é a sobrecarga emocional causada pela ausência do marido, mesmo quando ele está fisicamente presente.Existe uma armadilha muito perigosa no ministério: o pastor cuida de todos, mas deixa de cuidar da própria família. Ele tem paciência para aconselhar, disposição para servir a igreja, mas chega em casa emocionalmente esgotado”, assinalou.

Josué observa que, nessas circunstâncias, a esposa acaba assumindo sozinha responsabilidades que deveriam ser compartilhadas. “Quem deveria ser a pessoa mais cuidada pelo pastor, muitas vezes se torna a última da fila. Isso não é fruto da vocação; é consequência de um desequilíbrio”, ressaltou.

O terapeuta fundamenta sua orientação em 1 Timóteo 3, onde o apóstolo Paulo estabelece que o líder cristão deve governar bem a própria casa antes de exercer autoridade espiritual sobre a igreja. “O lar não é um ministério secundário. Ele é o primeiro campo onde o pastor demonstra sua maturidade espiritual. Quando a família está abandonada, existe um problema que precisa ser tratado”, explicou.

Ao aconselhar esposas que vivem essa realidade, Josué recomenda uma conversa franca, porém respeitosa, com o marido. “Diga com sinceridade: ‘Eu amo você e desejo que seu ministério seja frutífero, mas estou cansada e preciso da sua presença. Precisamos encontrar equilíbrio’. Falar com amor produz muito mais resultados do que acusar”, orientouCaso o diálogo não seja suficiente, o pastor incentiva o casal a procurar ajuda externa. “Às vezes, o pastor também precisa ser pastoreado. Buscar um mentor ou um conselheiro não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria”, destacou.Por fim, Josué Gonçalves lembrou que a identidade da esposa vai além da função ministerial exercida pelo marido. “Ela não é esposa do ministério; ela é esposa do pastor. Essa diferença parece simples, mas faz toda a diferença para a saúde do casamento”, concluiu.

Fonte Comunhão

 




13/07/2026 – Net 3 Gospel

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