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Como os pastores devem permanecer acessíveis aos membros? Líder responde

Segundo John Piper, o pastor precisa ser próximo dos membros da igreja – Foto: IAPor Patricia Scott

O pastor e teólogo norte-americano John Piper compartilhou reflexões sobre um dos desafios mais comuns enfrentados por líderes cristãos: como permanecer próximo das pessoas à medida que a igreja cresce e o número de membros aumenta. Durante uma edição recente do podcast Pergunte ao Pastor John, Piper respondeu à pergunta de um líder que buscava orientação sobre como oferecer acompanhamento pastoral mais próximo sem perder a eficácia na condução de uma congregação em expansão.

Ao comentar o ensino do apóstolo Paulo em 1 Tessalonicenses 2:7-8, texto em que o missionário afirma ter compartilhado não apenas a mensagem do Evangelho, mas também sua própria vida com os cristãos de Tessalônica, Piper reconheceu que essa é uma tarefa que exige constante aprendizado. “Não creio que eu tenha conseguido fazer isso perfeitamente em nenhum momento do meu ministério. O que um pastor pode fazer é confiar na misericórdia de Cristo, receber o seu perdão e continuar buscando maneiras de servir melhor as pessoas”, afirmou.

Além do púlpito

Piper pastoreou a Igreja Batista de Belém, em Minneapolis, por mais de três décadas. Durante esse período, a congregação cresceu significativamente, passando de algumas centenas para milhares de membros. Segundo ele, o crescimento da igreja não elimina a necessidade de contato pessoal. Pelo contrário, torna ainda mais importante criar oportunidades para encontros em grupos menores, onde o relacionamento possa acontecer de forma mais natural.

Ao mencionar Atos 20:20, passagem em que Paulo declara ter ensinado “publicamente e de casa em casa”, Piper observou que o texto não deve ser interpretado como uma exigência para que o pastor visite individualmente cada membro da igreja. “O princípio é que o pastor não limite seu ministério apenas à comunicação diante de grandes multidões. É necessário encontrar espaços mais próximos e informais para ensinar, ouvir e conviver com as pessoas”, explicou.

Disponibilidade que gera confiança

O teólogo também relembrou práticas que adotou ao longo de seu ministério para manter uma conexão mais direta com a congregação. Entre elas, permanecer disponível após os cultos para conversar, aconselhar e orar com os membros. “Muitas vezes eu ficava mais de uma hora após o encerramento das reuniões. Queria estar acessível para quem precisasse de uma palavra, uma oração ou simplesmente alguém para ouvir”, contou.Piper reconheceu que esses momentos exigiam grande esforço físico e emocional, mas considera que eles desempenharam um papel importante na construção da confiança entre pastor e igreja. “Frequentemente eu era a última pessoa a deixar o prédio. Saía cansado, porque ouvir, aconselhar e orar pode ser tão desgastante quanto pregar. Mas as pessoas sabiam que podiam se aproximar, conversar, compartilhar suas lutas e receber apoio espiritual”, destacou.Ao concluir sua resposta, Piper incentivou os líderes a não abrirem mão do cuidado pessoal, mesmo diante das demandas de uma igreja numerosa. “Cada pastor precisa encontrar maneiras de equilibrar o ministério público com o acompanhamento individual. O tamanho da igreja não deve impedir que as pessoas sintam que são amadas e cuidadas”, aconselhou.

Fonte Comunhão.




11/07/2026 – Net 3 Gospel

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