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Já a exposição durante o período gestacional não apresentou a mesma relação mediada pelas funções cognitivas, indicando que os primeiros meses após o nascimento podem representar uma fase especialmente sensível para o desenvolvimento cerebral.
Neurotoxinas podem afetar o desenvolvimento do cérebro
De acordo com os pesquisadores, as partículas PM2,5 exercem efeitos neurotóxicos, interferindo no desenvolvimento de regiões cerebrais ligadas às funções executivas. Entre elas está justamente a capacidade de resistir a impulsos, habilidade importante para regular comportamentos relacionados à alimentaçNa prática, crianças com menor controle inibitório podem apresentar maior dificuldade para resistir ao consumo excessivo de alimentos altamente calóricos ou ultraprocessados, aumentando a probabilidade de ganho de peso ao longo dos anos.
Os autores ressaltam que a obesidade infantil é resultado de múltiplos fatores, como alimentação, atividade física, genética e condições socioeconômicas. No entanto, os achados indicam que a poluição do ar também deve ser considerada um fator ambiental capaz de influenciar esse processImpacto para a saúde pública
Os pesquisadores defendem que reduzir a exposição de bebês à poluição atmosférica pode trazer benefícios que vão além da saúde respiratória e cardiovascular, contribuindo também para um desenvolvimento neurológico mais saudável e para a prevenção da obesidade infantilO estudo reforça a importância de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade do ar, especialmente em grandes centros urbanos, onde os níveis de PM2,5 costumam ser mais elevados. Além disso, os autores sugerem que futuras pesquisas investiguem estratégias para minimizar os impactos da poluição sobre o desenvolvimento infantil e a saúde ao longo da vida.
Fonte Comunhão



