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A apneia obstrutiva do sono (AOS) representa uma das condições médicas mais prevalentes e subdiagnosticadas da atualidade. Estudos recentes estimam que aproximadamente 936 milhões de adultos entre 30 e 69 anos em todo o mundo apresentam essa condição, sendo que 425 milhões possuem formas moderadas a graves que requerem tratamento.No Brasil, dados do estudo Episono de 2026 revelam que mais de um terço da população paulistana (37,12%) apresenta AOS, atingindo 45% dos homens.
A AOS resulta do colapso repetitivo das vias aéreas superiores durante o sono, causando interrupções na respiração que levam à redução dos níveis de oxigênio no sangue, fragmentação do sono e ativação excessiva do sistema nervoso simpático.A
obesidade constitui o principal fator de risco modificável, presente em 60% a 70% dos pacientes com AOS. O excesso de tecido adiposo na língua, faringe e região cervical estreita as vias aéreas, enquanto a gordura abdominal impede a expansão completa do tórax e dos pulmões. Estudos demonstram que um aumento de 10% no peso corporal está associado a um incremento de 32% no índice de apneia-hipopneia, e mais de 40% das pessoas com índice de massa corporal acima de 30 apresentam AOS.Outros fatores de risco incluem sexo masculino, idade avançada, anormalidades craniofaciais, circunferência cervical aumentada, histórico familiar e condições endócrinas como hipotireoidismo e acromegalia. Em mulheres, a menopausa representa um período de risco aumentado, com prevalência 2,6 a 3,5 vezes maior em mulheres pós-menopáusicas, quando comparadas às pré-menopáusicas.


