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Segundo o pastor Josué Gonçalves, as palavras devem ser usadas para edificar a relação, e não destruí-la – Foto: IAPor Patricia Scott
Discussões fazem parte da convivência conjugal, mas a forma como os conflitos são conduzidos pode fortalecer ou desgastar o relacionamento. Entre os comportamentos que mais preocupam especialistas está a ameaça recorrente de divórcio durante as brigas, prática que, segundo o pastor e terapeuta familiar Josué Gonçalves, pode indicar problemas mais profundos na comunicação do casal e comprometer a confiança no casamento.
Para Gonçalves, ameaças frequentes de divórcio durante discussões conjugais não devem ser encaradas como algo normal. Segundo ele, quando esse comportamento se torna recorrente, o casal precisa identificar a causa e buscar formas saudáveis de lidar com os conflitos.Ao responder à pergunta de um internauta que relatou que a esposa ameaça pedir o divórcio sempre que brigam, enquanto ele se recusa a aceitar a separação, o pastor afirmou que esse tipo de atitude revela um padrão preocupante. “Quando a ameaça de divórcio se repete durante os conflitos, ela deixa de ser apenas uma reação impulsiva e passa a indicar um problema que precisa ser tratado”, explicou Gonçalves, idealizador do SOS Casamento Curado.
Josué Gonçalves disse que esse comportamento costuma ter duas origens. A primeira, segundo ele, é quando a pessoa utiliza a palavra “divórcio” para expressar um sofrimento profundo que não consegue comunicar de outra forma. “Em muitos casos, a mensagem não é ‘eu quero me divorciar’, mas ‘estou exausta, machucada e não me sinto ouvida’.”
A segunda possibilidade, de acordo com o terapeuta, é o uso da ameaça como instrumento para controlar a conversa ou pressionar o cônjuge durante a discussão. “Quando a ameaça serve para intimidar, encerrar o diálogo ou garantir vantagem na discussão, ela se torna uma forma de manipulação emocional, ainda que isso aconteça de maneira inconsciente.”
Para romper esse ciclo, o pastor orienta que a reação não seja de enfrentamento nem de submissão à ameaça. Em vez disso, ele recomenda estabelecer limites com serenidade. “Uma resposta equilibrada pode ser: ‘Não vou continuar esta conversa enquanto houver essa ameaça. Quando você quiser falar sobre o que realmente está causando essa dor, estarei disposto a ouvir’.”O líder cristão também destacou o ensino bíblico de Efésios 4:29, lembrando que as palavras devem ser usadas para edificar e não para destruir a relação. “As ameaças enfraquecem a confiança no casamento, mesmo quando nunca são colocadas em prática”, assinalou.
Por fim, Josué Gonçalves defendeu que casais que enfrentam esse tipo de conflito recorrente procurem ajuda especializada. “A terapia de casal pode ser fundamental para que marido e mulher aprendam a enfrentar os conflitos sem transformar o casamento em uma arma durante as discussões”, concluiu.
Fonte Comunhão.



