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5 mitos sobre o dízimo que precisam cair por terra

O dízimo é um gesto de adoração, fidelidade e confiança em Deus, que reflete prioridades e coração do cristão – Foto: FreepikPor Patrícia Esteves

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal que dela vos advenha a maior abastança”, está escrito em Malaquias 3:10. Ao longo da história cristã, poucos temas despertaram tanto debate quanto o dízimo. Enquanto alguns o enxergam como um fardo religioso, outros o tratam como um investimento em busca de retorno imediato. Entre visões extremas, o verdadeiro sentido da prática se perde, é preciso honrar a Deus com o que temos e com quem somos.

Segundo o pastor e escritor Luciano Subirá, o dízimo não se resume a dinheiro. Trata-se de um gesto de reconhecimento, adoração e confiança, que evidencia a prioridade do Criador em nossa vida. “No Antigo Testamento, o dízimo servia para o sustento dos obreiros, da classe ministerial, dos sacerdotes e levitas. No Novo Testamento, percebemos uma mudança: surge o conceito de salário, de política salarial para o sustento dos ministros. Mas essa reformulação não altera a prática do dízimo, apenas seu propósito. A Bíblia é clara quanto à sua continuidade, e, enquanto ele permanece, não há razão para que deixemos de entregar a Deus a décima parte do que recebemos”, explica.A seguir, cinco mitos comuns sobre o dízimo e o que as Escrituras realmente ensinam sobre cada um deles.

  1. “Dízimo é um imposto da igreja”

O dízimo não é uma cobrança institucional, mas uma resposta voluntária de amor. Deus nunca desejou ofertas movidas pela obrigação, e sim pela devoção. Como explica Subirá, “o Senhor não está interessado nas ofertas em si, mas no ofertante”. Ele avalia o coração, não o valor entregue. O dízimo é uma oportunidade de expressar gratidão, não uma taxa a ser paga.

  1. “O dízimo é apenas do Antigo Testamento”

O princípio da entrega precede a Lei. Antes mesmo de Moisés, Abraão já entregava dízimos como sinal de reconhecimento de que tudo vinha de Deus. E Jesus, ao ensinar sobre justiça e fidelidade, confirmou a importância de manter esse princípio sem negligenciar o amor e a misericórdia. O dízimo, portanto, não é uma prática ultrapassada, mas um reflexo contínuo de fé e honra.

  1. “Dizimar garante prosperidade automática”

Essa é uma das distorções mais comuns. A verdadeira motivação do dízimo não deve ser o ganho, mas o amor. “A recompensa jamais deve ser o que nos move a dar, mas tampouco deve ser ignorada”, ensina Subirá. A prosperidade bíblica é fruto da obediência e da comunhão com Deus, não uma moeda de troca, mas consequência natural de quem vive em aliança com Ele.

  1. Deus se importa apenas com o valor”

O valor financeiro é o que menos importa. Jesus exaltou a viúva que deu duas pequenas moedas, porque sua oferta representava entrega total. Deus não mede cifras, mede intenções. A grandeza do dízimo não está na quantia, mas na entrega do coração. O que o Senhor busca é prioridade e sinceridade, não ostentação.

  1. “Dízimo é só sobre dinheiro”

Honrar a Deus envolve muito mais do que finanças. O dízimo é apenas uma parte do que significa viver com o coração voltado para Ele. Tempo, dons, relacionamentos e decisões também revelam se colocamos o Senhor em primeiro lugar. A verdadeira adoração é integral, e se manifesta em cada escolha, não apenas em uma porcentagem.

Segundo o pastor Luciano Subirá, quando compreendido em sua essência, o dízimo deixa de ser visto como uma obrigação e se revela como um gesto de comunhão, confiança e adoração. Ele explica que não se trata de uma simples transação financeira, mas de uma prática que evidencia prioridade, entrega e dependência de Deus em todas as áreas da vida. Para Subirá, cada oferta, pequena ou grande, reflete o coração do cristão, sua fidelidade e sua disposição de honrar o Criador.

Mais do que buscar bênçãos materiais, o pastor lembra que o dízimo nos ensina que a generosidade e a gratidão caminham lado a lado com a fé, moldando nossa visão sobre recursos, valores e propósito. Ao entregarmos a Deus a décima parte do que recebemos, Subirá enfatiza que reafirmamos que o centro da nossa vida não é o dinheiro, mas o Senhor, e que toda prosperidade verdadeira nasce de uma vida alinhada à Sua vontade.

Fonte Comunhão.




03/07/2026 – Net 3 Gospel

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