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86% veem menos ansiedade em alunos após restrição de celulares

Pesquisa mostra redução da ansiedade em alunos após restrição de celulares. – Foto: Reprodução IAPor Cristiano Stefenoni

Um ano após a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas brasileiras, uma pesquisa nacional divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta que a medida tem produzido impactos positivos no ambiente escolar. Entre os gestores ouvidos, 86% afirmam que houve redução da ansiedade entre os estudantes, enquanto 88% perceberam queda nos conflitos, agressões digitais e casos de cyberbullying.

O levantamento revela ainda que a restrição já foi implementada em 92% das escolas públicas e privadas do país, indicando ampla adesão à legislação. Segundo o MEC, a pesquisa ouviu gestores de 8.189 instituições de ensino, em parceria com o Inep, a Unesco e o Instituto Alana, para avaliar o primeiro ano de aplicação da norma.Além da melhora na saúde emocional dos estudantes, os diretores relataram mudanças no clima escolar. De acordo com os dados, 97% afirmam que a restrição ampliou a participação dos alunos nas atividades pedagógicas, enquanto 95% observaram maior socialização presencial entre os estudantes. Já 55% disseram ter percebido redução nos conflitos e agressões físicas dentro das escolas.

A pesquisa também mostra uma mudança significativa na rotina das instituições. Antes da lei, parte das escolas permitia o uso livre de celulares em diferentes ambientes. Após a regulamentação, esse cenário praticamente desapareceu. Hoje, quase metade das escolas adota restrição em todos os espaços, mantendo o uso dos aparelhos apenas quando há finalidade pedagógica, acessibilidade, necessidades de saúde ou outras situações previstas na legislação.

Desafios ainda persistem

Apesar dos resultados considerados positivos, a implementação da medida ainda enfrenta obstáculos. O principal deles é conquistar a adesão dos estudantes às novas regras. Segundo a pesquisa, 39% dos gestores afirmam ter dificuldade para fazer os alunos respeitarem a restrição e para oferecer locais adequados para guardar os aparelhos durante o período escolar. Outros 31% relatam dificuldades na fiscalização do uso dos celulares durante as aulas e nos intervalos.

O Ensino Médio aparece como a etapa com maior resistência à medida, em razão da maior autonomia dos adolescentes e da forte presença dos smartphones em sua rotina.

Celular continua permitido em situações específicas

O MEC ressalta que a Lei nº 15.100/2025 não proíbe completamente o uso de celulares nas escolas. A norma restringe o uso para fins pessoais durante o período escolar, mas permite a utilização dos aparelhos em atividades pedagógicas orientadas pelos professores, além de casos relacionados à acessibilidade, inclusão, saúde e garantia de direitos dos estudantes.

Segundo a pasta, a intenção não é afastar os alunos da tecnologia, mas incentivar um uso mais consciente e educativo dos recursos digitais, preservando o ambiente escolar como espaço de aprendizagem, convivência e desenvolvimento socioemocional.

Fonte Comunhão




03/07/2026 – Net 3 Gospel

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