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Crise com Michelle faz Flávio “esvaziar” entre mulheres e evangélicos

Pesquisa revela queda de Flávio Bolsonaro entre mulheres

Por Cristiano Stefenoni

A crise pública entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro parece já estar produzindo efeitos eleitorais concretos. A primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) após o conflito expõe um enfraquecimento do principal nome do bolsonarismo justamente entre dois dos segmentos mais importantes para a direita brasileira: as mulheres e os evangélicos. Enquanto Flávio perde terreno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplia sua vantagem na corrida presidencial.

Os números da AtlasIntel sugerem que essa conexão pode ter sido afetada pela crise. Entre as mulheres, a mudança foi significativa. Em maio, Flávio aparecia praticamente empatado com Lula nesse segmento. Agora, o presidente alcança 50,1% das intenções de voto entre o eleitorado feminino, enquanto o senador caiu para 35,1%, registrando uma das maiores perdas observadas pelo levantamento.

e evangélicos. – Foto: Reprodução internet

O movimento também atingiu o eleitorado evangélico, considerado um dos pilares do bolsonarismo. Segundo a pesquisa, Flávio perdeu cerca de oito pontos percentuais entre os que se identificam como evangélicos em comparação com o levantamento anterior. Embora continue competitivo nesse grupo, o recuo é visto por analistas como um sinal de alerta para a campanha, especialmente porque Michelle mantém grande influência entre lideranças religiosas e mulheres de perfil conservador.

O desgaste ocorre depois de semanas marcadas por trocas de acusações dentro do próprio grupo político. Michelle tornou público seu descontentamento com o enteado em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual relatou episódios de desrespeito e afirmou ter sido excluída de decisões partidárias. O episódio escancarou uma divisão inédita na família Bolsonaro e colocou em lados opostos duas das figuras mais influentes do campo conservador.

A tensão ganhou peso político porque Michelle construiu, nos últimos anos, uma forte identificação com mulheres conservadoras e com o eleitorado evangélico. Quando estava como presidente do PL Mulher, ela se tornou uma das principais lideranças femininas da direita e desempenhou papel decisivo na aproximação do bolsonarismo com eleitoras que historicamente demonstravam maior resistência ao grupo político.

Embora seja cedo para afirmar que a crise familiar seja a única responsável pela queda do senador, os números revelam que o episódio atingiu justamente os segmentos nos quais a influência da ex-primeira-dama é mais forte. Para o bolsonarismo, o desafio agora será reconstruir pontes com mulheres e evangélicos antes que a vantagem de Lula se torne ainda mais difícil de reverter.

Lula amplia vantagem no cenário geral

No cenário geral, Lula aparece fortalecido. No principal quadro de primeiro turno testado pela AtlasIntel/Bloomberg, o petista registra 46,3% das intenções de voto, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro. A diferença de 9,7 pontos representa uma ampliação da vantagem do presidente em relação aos levantamentos anteriores. Renan Santos aparece com 7,8%, seguido por Ronaldo Caiado, com 2,9%, e Romeu Zema, com 2%.

A vantagem também se consolidou no segundo turno. Depois de um cenário de empate técnico registrado em pesquisas anteriores, Lula agora soma 48,8% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 42,3%. Brancos, nulos e indecisos representam 8,9% dos entrevistados. O resultado indica uma mudança importante no humor do eleitorado em um momento decisivo da pré-campanha.

Realizada entre os dias 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados em todo o país, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi a primeira divulgada após o racha público entre Michelle e Flávio Bolsonaro.

O movimento também atingiu o eleitorado evangélico, considerado um dos pilares do bolsonarismo. Segundo a pesquisa, Flávio perdeu cerca de oito pontos percentuais entre os que se identificam como evangélicos em comparação com o levantamento anterior. Embora continue competitivo nesse grupo, o recuo é visto por analistas como um sinal de alerta para a campanha, especialmente porque Michelle mantém grande influência entre lideranças religiosas e mulheres de perfil conservador.

O desgaste ocorre depois de semanas marcadas por trocas de acusações dentro do próprio grupo político. Michelle tornou público seu descontentamento com o enteado em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual relatou episódios de desrespeito e afirmou ter sido excluída de decisões partidárias. O episódio escancarou uma divisão inédita na família Bolsonaro e colocou em lados opostos duas das figuras mais influentes do campo conservador.

A tensão ganhou peso político porque Michelle construiu, nos últimos anos, uma forte identificação com mulheres conservadoras e com o eleitorado evangélico. Quando estava como presidente do PL Mulher, ela se tornou uma das principais lideranças femininas da direita e desempenhou papel decisivo na aproximação do bolsonarismo com eleitoras que historicamente demonstravam maior resistência ao grupo político.

Embora seja cedo para afirmar que a crise familiar seja a única responsável pela queda do senador, os números revelam que o episódio atingiu justamente os segmentos nos quais a influência da ex-primeira-dama é mais forte. Para o bolsonarismo, o desafio agora será reconstruir pontes com mulheres e evangélicos antes que a vantagem de Lula se torne ainda mais difícil de reverter.

Lula amplia vantagem no cenário geral

No cenário geral, Lula aparece fortalecido. No principal quadro de primeiro turno testado pela AtlasIntel/Bloomberg, o petista registra 46,3% das intenções de voto, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro. A diferença de 9,7 pontos representa uma ampliação da vantagem do presidente em relação aos levantamentos anteriores. Renan Santos aparece com 7,8%, seguido por Ronaldo Caiado, com 2,9%, e Romeu Zema, com 2%.

A vantagem também se consolidou no segundo turno. Depois de um cenário de empate técnico registrado em pesquisas anteriores, Lula agora soma 48,8% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 42,3%. Brancos, nulos e indecisos representam 8,9% dos entrevistados. O resultado indica uma mudança importante no humor do eleitorado em um momento decisivo da pré-campanha.

Realizada entre os dias 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados em todo o país, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi a primeira divulgada após o racha público entre Michelle e Flávio Bolsonaro.

Fonte comunhão.




01/07/2026 – Net 3 Gospel

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