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Ele acrescenta: “Ele não é um encontro com Deus pois com Ele nos encontramos todo dia e a toda hora. Ele não é um momento sagrado porque sagrada é a vida e cada ser humano.” Na sequência, Usiel Carneiro detalha sua concepção sobre a função do culto dentro da comunidade.
“Então, o que ele é? Ele é um encontro entre nós para juntos aprendermos e nos animarmos à fé e às boas obras.” Segundo ele, essa compreensão permite ajustes na rotina da igreja: “Podemos suspende-lo segundo nossa conveniência. Podemos mudar o dia. Podemos também deixar de fazê-lo se for o que melhor atende as nossas necessidades concentrando-nos somente numa agenda dominical. A igreja é uma comunidade e não uma agenda”, justificou.
O pastor também comentou sobre a possibilidade de flexibilização dos encontros e incentivou a participação em outras reuniões da igreja. “Aproveito para comentar que muitos tem perdido a oportunidade desse encontro. Seria ótimo estarmos também juntos na quarta. Se você pode, venha. Não esta semana!!! Nesta quarta torça por nossa seleção e divirta-se!”, completou.
Decisão gerou polêmica na rede
A decisão gerou reações imediatas nas redes sociais da igreja, dividindo opiniões entre críticas e elogios. Entre os comentários contrários, um internauta escreveu: “Pastor cancelar culto por conta de jogo? Já consigo imaginar como é a ‘ministração’ dessa igreja”. Outro comentário crítico dizia: “Primeiro as coisas do mundo, depois as
Já entre os apoiadores da decisão, houve quem defendesse a medida como prudente e contextualizada. Um dos fiéis escreveu: “Melhor cancelar um culto, do que ter dentro da igreja pessoas que foram ao culto apenas pro ir, e não prestam um pingo de atenção na ministração da palavra!”.
Outro comentário elogiou diretamente a decisão: “Decisão simples e sensata pastor. Parabéns pela coragem. Somos igreja independente do local, dia e horário. Bora Brasilll!”.
Também houve uma leitura mais reflexiva sobre o tema: “Talvez o desafio de toda geração seja justamente preservar esse equilíbrio entre comunidade e fundamento”.
Pastores comentam sobre o assunto
Entre os líderes evangélicos, o tema também foi analisado sob diferentes perspectivas. O presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Espírito Santo (OPBB-ES), pastor Thiago Barbosa, afirmou: “Compreendo que o futebol, especialmente jogos da seleção brasileira, ocupa um lugar afetivo e cultural relevante no coração do nosso povo. Sempre que um evento de grande apelo como esse ocorre, a liderança enfrenta um dilema legítimo”, Ele também reforçou a autonomia das igrejas: “Quanto a cancelar ou não o culto, defendo que cada igreja, junto com sua liderança, tem autonomia e sabedoria para essa decisão”, orientou.
Ainda segundo ele, diferentes soluções são possíveis: “Alguns amigos, conhecendo a realidade da comunidade onde pastoreiam e buscando contornar a queda na presença, optaram por transferir o culto para outro dia ou ajustar horários. Considero essas alternativas válidas e conciliadoras.” E concluiu com uma posição pessoal: “Em nossa igreja, manteremos o culto no horário habitual.”
Já o pastor e professor Luciano Estevam trouxe uma leitura mais teológica e missionária do episódio. Ele afirmou: “Se tomarmos por base a primeira carta aos Coríntios 9:19–23, na lógica missionária, deveríamos abrir mão de tudo aquilo que possa impedir alguém de receber o evangelho”, afirmou. Em sua análise, “Paulo nos ensina a nos adaptarmos na linguagem, na postura e nas práticas de convivência, para que o evangelho seja compreendido e acolhiPara ele, a flexibilidade não compromete a essência da fé: “A igreja precisa entender que tudo o que for feito para a glória de Deus, para a edificação dos crentes e para a salvação do mundo perdido é lícito e convém fazer.” Segundo o pastor, o ponto central não é a forma, mas o objetivo: garantir que a mensagem cristã permaneça acessível sem perder sua essência.do.”pontuou.de Deus
Fonte Comunhão



