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Filmes da Pixar revelam lições sobre fé e vida. - Foto: Divulgação

Toy Story 5 estreou nos cinemas semana passada, no fim de semana e conquistou a maior bilheteria de abertura do ano, tanto entre filmes nacionais quanto animações, ainda com uma música inédita de Taylor Swift na trilha sonora para completar. Parece que milhões de pessoas ainda querem descobrir o que acontece quando Woody e Buzz ficam para trás na transição para o mundo dos tablets.

É comum pensar que a Pixar produz apenas filmes infantis, mas quem cresceu assistindo sabe que vai muito além disso. A Pixar cria parábolas modernas. Ao longo de mais de três décadas, o estúdio tem inserido verdades profundas e significativas em histórias sobre brinquedos, super-heróis e até um peixe deprimido, muitas dessas verdades alinhando-se surpreendentemente bem com o que as Escrituras vêm dizendo há milhares de anos.

Não é possível abordar toda a filmografia aqui, mas selecionamos quatro filmes da Pixar que vão além do simples “filme fofo para crianças”.

Toy Story

O original. O que deu início a tudo. Woody tem o melhor posto do mundo: é o brinquedo favorito de Andy, o líder indiscutível da caixa de brinquedos. Até que Buzz Lightyear chega e a identidade de Woody entra em crise.

O que se segue é basicamente uma crise de liderança. Woody passa a maior parte do filme tentando se livrar de Buzz, não porque seja a coisa certa a fazer, mas porque seu ego não suporta a concorrência. Só quando Woody e Buzz ficam presos juntos, totalmente dependentes um do outro, que Woody começa a entender: liderança nunca foi sobre ser o favorito.

Paulo poderia estar descrevendo o arco de Woody quando escreveu aos filipenses: “Nada façais por rivalidade ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3). Jesus foi ainda mais direto em Lucas 22:26: “Mas entre vós não será assim; antes, o maior entre vós seja como o menor, e quem governa, como quem serve”.No final, Woody se torna um amigo verdadeiro de Buzz. Esse é o argumento central do filme: a verdadeira liderança se parece menos com um trono e mais com lavar os pés do outro.

Os Incríveis

Ser cristão em um ambiente majoritariamente secular pode se assemelhar a ter uma identidade secreta. Você aprende em quais ambientes pode revelar sua fé. Torna-se habilidoso em mudar seu comportamento conforme o contexto.

A família Parr conhece bem essa sensação, embora sem os superpoderes, presumivelmente. O governo os obriga a esconder quem realmente são e a se misturar como “normais”. Bob Parr está morrendo por dentro ao tentar viver uma vida cinza e sem poderes. Ele não foi feito para isso, e fingir o contrário está destruindo-o.

Somos ensinados a estar no mundo, mas não ser do mundo. Esconder o que nos torna diferentes da cultura ao redor nunca foi a missão.

No final, os Parr param de se esconder. Violet finalmente tem coragem de falar com seu crush, sem usar mais seu poder de invisibilidade para desaparecer da própria vida. Dash corre em sua velocidade máxima, sem se conter para parecer normal. Toda a família é mais livre no momento em que para de fingir ser comum.Imagine o que aconteceria se fizéssemos o mesmo com nossa fé.

WALL-E

WALL-E começa com um cenário tão sombrio quanto um filme animado pode apresentar: a Terra abandonada, coberta de lixo, 800 anos depois que a humanidade partiu. O único que ainda cumpre sua função é um robô compactador de lixo solitário que está sozinho há tanto tempo que começou a colecionar lembranças humanas só para sentir algo.

Então surge EVE, e WALL-E se apaixona instantânea e desesperadamente. Ela não quer nada com ele.

Ele não percebe o recado. Asegue, deixa presentes, reaparece repetidas vezes sem nenhum sinal de que está funcionando. EVE só se volta para ele quando atinge o fundo do poço em um planeta morto, sem opções. Mesmo depois de ser levada para outra galáxia, WALL-E vai atrás dela.

É difícil assistir a isso e não pensar em graça. WALL-E não é exatamente uma figura de Cristo, mas sua busca incansável e imerecida por alguém que o rejeita é uma boa representação de como Deus nos persegue.

Divertida Mente

Riley é uma criança normal com uma característica incomum: podemos ver as cinco emoções que comandam seu cérebro a partir do centro de controle. Alegria está no comando e está convencida de que seu trabalho é manter a Tristeza o mais longe possível do volante.

Alegria passa a maior parte do filme tentando eliminar a Tristeza da história, trancando-a em um depósito de memórias e exilando-a para os Cantos Esquecidos. Ela acredita que a Tristeza é uma falha. Só quando quase perde Riley completamente, Alegria percebe que a Tristeza não é inimiga. Ela é necessária.

Os cristãos não são chamados a buscar a felicidade o tempo todo. Somos chamados a sentir realmente tudo e permitir que Deus use até mesmo os momentos difíceis.Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém alegre? Cante louvores” (Tiago 5:13). O versículo não diz para fingir que está tudo bem ou pular direto para o louvor. Sinta, e depois leve isso a Deus.

Paulo vai além em 1 Pedro 5:10: o sofrimento não é o oposto da graça. Muitas vezes é o caminho para ela. Deus usa os momentos mais difíceis para fazer algo em nós que os melhores momentos não conseguem.

Divertida Mente conta essa história pela perspectiva da puberdade, talvez a fase emocionalmente mais caótica que todos enfrentamos. A lição vale para o resto da vida: seja qual for o sentimento, Deus não espera que você finja. Ele quer que você traga tudo até Ele.

Filmes da Pixar são um material incomum para sermões. Mas, como toda boa arte, os melhores deles apontam para uma verdade maior. Uma história sobre um boneco cowboy perdendo seu lugar para um tablet é, aparentemente, suficiente para fazer deste o maior filme do ano — e, convenhamos, são muito mais divertidos de assistir do que a maioria dos sermões também. (Com informações de John Taylor – Relevantmagazine)




28/06/2026 – Net 3 Gospel

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