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Entenda o propósito do arrebatamento

Qual é o propósito do arrebatamento?

Para descobrir qual dessas teorias (se alguma) está correta, acredito que devemos começar com a pergunta fundamental: qual é o propósito do arrebatamento? Por que Deus incluiria um evento de arrebatamento em Seu plano para os últimos dias?

 

Ao afastar-se das cinco teorias, dois propósitos centrais se Destaque a visão pré-tribulacionista, que afirma que os crentes serão arrebatados para estar com Jesus antes do início da Tribulação nos últimos dias. Depois, vem a posição do arrebatamento parcial, que defende que apenas os crentes fiéis serão levados no início da Tribulação, enquanto os infiéis permanecerão para enfrentá-la (com base na parábola das dez virgens em Mateus 25).

 

Alguns defendem a visão da metade da Tribulação, que diz que os crentes serão arrebatados no meio da Tribulação (após 3,5 anos), quando o Anticristo cometer a abominação da desolação, iniciando os eventos da Grande Tribulação. Em seguida, há a visão pré-ira, uma posição menos comum que ensina que os crentes serão levados entre o sexto e o sétimo selo do livro do Apocalipse. Por fim, existe a visão pós-tribulacionista, que afirma que os crentes serão arrebatados após o fim da Tribulação, quando Jesus aparecerá nas nuvens durante Seu retornAs quatro primeiras visões compartilham o objetivo de que os crentes escapem do julgamento vindouro de Deus. Pense nisso como a opção do “resgate divino”: uma forma de Deus proteger Sua Igreja da ira que está por vir. Por exemplo, Paulo escreveu: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:9). Essa fuga da ira de Deus tem dimensões tanto escatológicas quanto eternas.

 

Já a última teoria, a pós-tribulacionista, tem como objetivo que os crentes se encontrem com o Senhor nos ares no momento de Seu retorno à Terra com Sua noiva. Essa visão é vista como o “evento de boas-vindas messiânico”, e alguns estudiosos apontam que a palavra grega traduzida como “encontro” (em “encontrar o Senhor nos ares”) historicamente se referia à prática dos cidadãos que saíam das muralhas da cidade para recepcionar um rei ou dignitário visitante, acompanhando-o até o centro da cidade Eu continuo a favorecer a opção do resgate divino, acreditando que, se os eventos apocalípticos descritos nas Escrituras são manifestações da ira de Deus sobre a terra por causa do pecado, então aqueles que já foram perdoados por sua fé em Cristo serão poupados dessa retribuição divina. Vejo isso de forma semelhante ao que Deus disse à igreja de Filadélfia, que creio ter uma visão profética dos últimos tempos: “Porque guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre o mundo todo, para tentar os que habitam na terra.” (Apocalipse 3:10)

 

Também acredito que existem imagens tipológicas nas Escrituras que mostram o padrão de Deus de proteger ou retirar Seu povo antes que o julgamento divino aconteça, como ocorreu com Noé, Ló e Raabe.

 

Por fim, essa posição oferece o tipo de paz e segurança que Paulo transmite ao concluir suas palavras sobre o arrebatamento: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.” (1 Tessalonicenses 4:18). Talvez eu seja um pouco receoso, mas saber que terei que passar pelo que Jesus chamou de “grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá” (Mateus 24:21) não me traz conforto Mas, dito isso, estou convicto de que o arrebatamento acontecerá. O momento exato permanece, como sempre esteve, nas mãos de Deus. (Com informações de Robin Schumacher – Christianpost)




13/06/2026 – Net 3 Gospel

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