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Por Patricia Scott
A comunicação interna é um dos pilares para o bom funcionamento das igrejas evangélicas. Isto porque influencia diretamente a unidade, o engajamento e a saúde espiritual da comunidade. Quando bem estruturada, dizem especialistas, ela permite que a visão pastoral, os valores bíblicos e os objetivos ministeriais sejam compreendidos e vividos por líderes, voluntários e membros de forma coerente e harmoniosa.
O diretor da Assessoria de Comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países da América do Sul, Felipe Lemos, destaca que a comunicação interna exerce um papel central na sustentabilidade das organizações religiosas. Segundo ele, uma comunicação bem planejada e executada contribui para transmitir com clareza a mensagem da igreja, combater desinformação e posicionar a instituição de forma responsável.De acordo com Lemos, a comunicação precisa refletir, de maneira consistente, os princípios, crenças e diretrizes da igreja. Para o líder adventista, a coerência entre discurso e prática é determinante para fortalecer a confiança do público. “A identidade organizacional de uma igreja está diretamente ligada aos seus fundamentos. Quando a mensagem é alinhada aos valores, ela deixa de ser apenas retórica e se torna expressão genuína do cuidado com as pessoas”, afirma.
Ao comentar sobre o equilíbrio entre comunicação informativa, evangelística e relacional, o pastor defende que a comunicação eficaz vai além da simples transmissão de dados. Na avaliação dele, comunicar hoje significa compreender o contexto das pessoas e dialogar com suas realidades, o que torna a comunicação, por natureza, relacional e também evangelística. “É anunciar as boas-novas de forma que faça sentido na vida cotidiana”, resume.Lemos sugere três etapas para uma comunicação mais eficiente nas igrejas. A primeira é o desenvolvimento de um planejamento estratégico fundamentado em oração e na escuta atenta do público interno. Em seguida, ele recomenda testar iniciativas em grupos menores, analisando os resultados antes de ampliá-las. Por fim, Felipe ressalta a importância de um plano de execução com monitoramento e avaliação contínuos.
Por outro lado, Felipe aponta quatro falhas recorrentes na comunicação das igrejas. A principal delas é a ausência de um planejamento estratégico estruturado. Em seguida, ele menciona o desconhecimento sobre a percepção que os próprios membros têm da igreja.Também destaca a dificuldade em compreender a comunicação como um processo relacional, e não apenas informativo. Por fim, Felipe chama atenção para a tendência de produzir conteúdos de forma acelerada — como vídeos, publicações em redes sociais, textos e materiais visuais — sem que haja, previamente, a definição clara dos objetivos e da estratégia comunicacional a ser alcançada.
A comunicação interna nas igrejas evangélicas não deve ser vista apenas como uma ferramenta administrativa, mas como um ministério em si. Quando conduzida com intencionalidade, sensibilidade pastoral e base bíblica, ela contribui para a edificação da congregação, o fortalecimento da comunhão e o cumprimento da missão de anunciar o Evangelho com unidade e excelência.
1. Defina canais oficiais de comunicação
Estabeleça quais meios serão usados para comunicados internos (WhatsApp, e-mail, mural, aplicativo da igreja) e evite mensagens desencontradas em canais paralelos.
2. Centralize as informações
Nomeie uma equipe ou responsável pela comunicação interna para organizar avisos, agendas e decisões, garantindo clareza e unidade nas mensagens.3. Seja claro, objetivo e pastoral
Utilize uma linguagem simples, respeitosa e alinhada aos valores cristãos, evitando ambiguidades, excesso de termos técnicos ou comunicados longos demais.
4. Planeje a comunicação com antecedência
Divulgue eventos, escalas e mudanças com tempo suficiente para que líderes e membros possam se organizar e participar.
5. Adapte a mensagem ao público
Diferencie a comunicação para pastores, líderes, voluntários, jovens, famílias e membros em geral, respeitando o contexto e as necessidades de cada grupo.
6. Estimule o diálogo e o feedback
Crie espaços para ouvir sugestões, dúvidas e percepções dos membros, promovendo uma cultura de escuta, respeito e transparência.
7. Use a tecnologia a favor da igreja
Ferramentas digitais, como formulários, aplicativos e transmissões internas, podem facilitar a organização e alcançar quem não está presente fisicamente.
8. Mantenha coerência entre fala e prática
A comunicação interna deve refletir ações concretas da liderança, fortalecendo a confiança e evitando ruídos ou frustrações.
9. Valorize e reconheça os voluntários
Utilize a comunicação para agradecer, destacar boas práticas e incentivar os que servem nos ministérios, fortalecendo o engajamento.
10. Ore e alinhe a comunicação à visão da igreja
Toda mensagem deve reforçar a missão, a visão e os princípios bíblicos da igreja, buscando unidade espiritual e direção de Deus em cada decisão.
Fonte comunhão.



