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A psicóloga ressalta ainda que quando um comportamento violento não encontra limite claro, consequência proporcional e responsabilização, ele tende a se fortalecer. Ou seja, a criança aprende rapidamente duas mensagens perigosa do tipo “eu posso” e “nada acontece”.
“Com o tempo, a violência pode escalar em intensidade, frequência e alcance. Mas é preciso diferenciar correção de violência. Corrigir não é humilhar, bater, ameaçar. Isso só reforça o que se quer combater. Corrigir é: limite consistente, supervisão real, consequência justa, responsabilização, reparação do dano e construção de empatia. Em situações mais graves, é também buscar ajuda profissional, com firmeza e sem demora”, justifica ZouaiA importância da prevenção
Além disso, a especialista diz que é necessário prevenir para evitar situações como aconteceu no caso do Orelha. “Prevenção não é evento; é rotina. Ela se sustenta com vínculo e presença emocional, a criança precisa de adulto de referência que escute, veja, converse, nomeie emoções e construa segurança. Limites firmes e coerentes, visto que sem limites não se forma consciência moral”, pontua a psicóloga, que completa:
“Educação emocional e empatia praticada, ou seja, ensinar autorregulação, tolerância à frustração e responsabilidade pelos próprios atos. E ainda, supervisão do mundo digital e das companhias: não é invasão, é cuidado. A internet acelera a dessensibilização e pode amplificar comportamentos de risco. E intervenção rápida diante de sinais, quanto mais cedo, melhor”, conclEntenda o caso
Orelha era um cão comunitário que vivia há cerca de 10 anos na região da Praia Brava, em Santa Catarina, cuidado por moradores e comerciantes locais. Em 15 de janeiro, o animal foi encontrado gravemente ferido após sofrer agressões. Ele chegou a ser socorrido e levado para atendimento veterinário, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu e foi submetido à eutanásia. O caso gerou forte comoção, mobilização popular e protestos em defesa da punição dos responsáveis.
A Polícia Civil identificou adolescentes como suspeitos de envolvimento no crime e o caso segue sob investigação, com acompanhamento do Ministério Público. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos e materiais estão sendo analisados para esclarecer as circunstâncias e possíveis participações adicionais. A apuração ocorre conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, enquanto o episódio também impulsionou debates e propostas legislativas para endurecer punições contra maus-tratos a animaNo avanço das investigações, os pais de adolescentes investigados foram indiciados por crimes como coação no curso do processo e tentativa de intimidação de testemunhas, segundo a Polícia Civil. Além disso, as autoridades apuram informações de que alguns dos adolescentes teriam viajado para os Estados Unidos, especificamente para a região da Flórida, após a repercussão do caso, o que passou a integrar a linha de investigação sobre eventual tentativa de dificultar o andamento das apurações.
Fonte Comunhão.



