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O perigo da pornografia no casamento

Por Vânio Domingos

Ele prometeu que seria a última vez. Mas à noite, sozinho com o celular na mão, o ciclo se repetiu.

A pornografia é uma das armas mais sutis e destrutivas contra os casamentos da atualidade. Ela não invade apenas a mente — ela sequestra a alma. Começa com uma simples curiosidade e, quando menos se percebe, transforma-se em um ciclo de dependência emocional e química

A ciência explica que, ao assistir pornografia, o cérebro libera uma quantidade anormal de dopamina — o neurotransmissor do prazer e da recompensa. Essa descarga artificial cria um vício semelhante ao das drogas: quanto mais se consome, mais o cérebro exige doses maiores para sentir o mesmo prazer.

É como um corpo que se acostuma com doses crescentes de um anestésico — até que nada mais o satisfaz. Aos poucos, o indivíduo se desconecta da realidade, perde o interesse pelo toque, pelo olhar e pelo afeto real do cônjuge.

Em contrapartida, o relacionamento saudável é sustentado pela ocitocina, o “hormônio do vínculo”. Ela é liberada em momentos de carinho, oração conjunta, abraço e relação sexual dentro do casamento. É a substância que gera apego, segurança e amor genuíno. Quando a pornografia entra, esse ciclo é interrompido. O cérebro passa a associar prazer ao virtual, e não à pessoa amada. O resultado é um abismo emocional, distanciamento e, muitas vezes, traições que começam na mente.

 

A pornografia também distorce a percepção do que é o corpo, o desejo e o prazer. Alimenta fantasias irreais, padrões inatingíveis e uma busca incessante por estímulos que nunca satisfazem. Casais que antes tinham sintonia passam a viver como estranhos sob o mesmo teto.

A mulher sente que não é suficiente, o homem mergulha na culpa, e o diálogo dá lugar ao silêncio e à vergonha.

Espiritualmente, esse vício rouba a sensibilidade do coração. A pessoa perde o prazer nas coisas de Deus e passa a viver sob o peso da culpa e da acusação. A pornografia não apenas destrói a confiança do casal — ela enfraquece a comunhão com o Espírito Santo.

Como diz Jesus em Mateus 6:22: “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.” Quando os olhos se contaminam, toda a alma se adoece.

Mas há esperança. Nenhum vício é maior do que o poder da graça. A libertação começa com arrependimento e exposição à luz — admitir o problema e buscar ajuda. Conversar com o cônjuge, procurar um terapeuta cristão e estabelecer novos hábitos são passos fundamentais.

Desintoxicar o cérebro leva tempo, mas é possível. A ciência mostra que, após algumas semanas sem estímulos pornográficos, os níveis de dopamina se normalizam e a sensibilidade ao prazer real é restaurada. O corpo volta a responder à presença e ao toque genuíno.

  • Para se prevenir, é essencial criar ambientes de pureza:
  • Evite ficar sozinho por longos períodos em frente a telas.
  • Utilize bloqueadores de conteúdo e estabeleça horários para o uso da internet.
  • Fortaleça sua vida espiritual com leitura bíblica, oração e jejum.
  • Cultive a intimidade emocional com o cônjuge — o diálogo sincero é o maior antídoto contra a tentação.
  • Caminhem juntos na restauração, sem culpa, mas com propósito e verdade.
  • Vencer a pornografia não é apenas romper com um hábito, é reconstruir o coração.

Quando o amor é restaurado e o olhar é purificado, o casamento volta a florescer. Deus não apenas cura o vício — Ele devolve a sensibilidade de amar e ser amado de forma plena, verdadeira e santa.

“O verdadeiro prazer nasce quando a alma encontra descanso na pureza.” – Vânio Domingos

  “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mateus 5:8)

Vânio Domingos é terapeuta de casais e especialista em Neurociência e Relacionamentos

Fonte Comunhão.




24/01/2026 – Net 3 Gospel

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