MENU



Frente de Evangélicos apoia reeleição de Lula com novo jingle. – Foto: Reprodução Instagram
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e lançou um jingle com o mote “Crente pode em Lula votar”. A iniciativa marca a posição do movimento na disputa presidencial de 2026 e reforça sua atuação junto ao eleitorado evangélico.
O anúncio ocorreu nesta semana, após um encontro de Lula e da primeira-dama Janja com pastores e lideranças evangélicas no Palácio do Planalto. A reunião contou com a participação de Nilza Valeria Oliveira, coordenadora-executiva da Frente, do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e da senadora Eliziane Gama (PT-MA). As informações foram divulgadas pela imprensa nesta sexta-feira (18).
Criada em 2016, a Frente havia apoiado Lula apenas no segundo turno das eleições de 2022. Para o pleito deste ano, a organização decidiu formalizar o apoio já na primeira etapa da disputa. O posicionamento ocorre em meio à movimentação de diferentes grupos religiosos em torno dos candidatos à PresidêJingle retoma mensagem de liberdade de escolha
O novo jingle utiliza a frase “Crente pode em Lula votar” como mote para defender a possibilidade de que evangélicos apoiem o candidato petista. A música se apresenta como uma mensagem de participação política dos cristãos, sem associar a fé a uma única orientação eleitoral.
A iniciativa também retoma uma estratégia utilizada pela própria Frente em 2022, quando o grupo divulgou a canção “Não é pecado votar no Lula”. Naquele ano, o movimento declarou apoio ao petista no segundo turno. O novo lançamento, porém, acompanha uma decisão antecipada para a eleição de 2026.
Em publicação nas redes sociais, a organização afirmou que a fé evangélica brasileira não deve ser reduzida aos projetos políticos de determinadas lideranças religiosas. A entidade também defendeu que as manifestações de apoio de grupos ou pastores não sejam tomadas como representação de todos os fiéis.
Encontro com Lula e defesa do Estado de Direito
Ao comentar a reunião no Palácio do Planalto, a Frente afirmou que não participou do encontro em busca de privilégios, mas para defender justiça, esperança e atenção às pessoas em situação de vulneraNão fomos ao Palácio em busca de privilégios. Fomos cumprir nossa missão profética: anunciar a esperança, defender a justiça e lembrar que governar é, antes de tudo, cuidar das pessoas, sobretudo daquelas que foram empurradas para as margens”, declarou o movimento em publicação nas redes sociais.
A organização também informou que Lula reafirmou seu respeito à fé e disse que não fará campanha dentro das igrejas. O tema foi apresentado como parte da defesa de uma relação entre participação política e preservação dos espaços religiosos.
“O presidente Lula reafirmou seu respeito à fé e disse que não fará campanha dentro das igrejas. O templo é lugar de oração, comunhão, acolhimento e encontro com Deus”, afirmou a Frente.
Na mesma mensagem, o grupo defendeu que os cristãos discutam política, mas sem transformar os púlpitos em palanques eleitorais. “A política pode e deve ser discutida pelos cristãos, mas o púlpito não pode ser transformado em palanque, nem a consciência dos crentes pode ser negociada”, decApoio não representa todos os evangélicos
A posição da Frente integra a disputa política pelo eleitorado evangélico, mas não representa uma decisão coletiva dos 47,4 milhões de evangélicos brasileiros. O Censo 2022 do IBGE registrou 26,9% da população brasileira com 10 anos ou mais como evangélica, grupo que reúne diferentes denominações, lideranças e posições políticas.
O apoio anunciado pela organização deve ser compreendido como uma manifestação institucional de um movimento específico. A Frente se apresenta como uma entidade de atuação política e religiosa, mas a adesão de seus integrantes não equivale à orientação eleitoral de todas as igrejas ou de todos os cristãos do país.
Com o novo jingle, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito amplia sua comunicação pública em favor da candidatura de Lula. A iniciativa combina a declaração de apoio no primeiro turno com a defesa de que a fé não seja utilizada para restringir a consciência política dos fiéis.
Fonte Comunhão.



