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A aprovação não cria um novo feriado nacional. O projeto estabelece apenas uma data comemorativa de caráter nacional, sem determinar a suspensão das atividades comerciais, escolares ou administrativasOutra mudança ocorreu no artigo que previa a inclusão da celebração no calendário escolar. Por iniciativa da senadora Blanca Ovelar, o dispositivo foi retirado do texto. Com isso, o Ministério da Educação e Ciências, por meio do Vice-Ministério de Culto, não terá a obrigação de inserir a data no calendário das escolas paraguaias.
Reconhecimento à atuação das igrejas
Durante a discussão, o senador Orlando Penner ressaltou a dimensão do trabalho desenvolvido pelas igrejas evangélicas no Paraguai. Segundo ele, milhares de pessoas participam diariamente de iniciativas mantidas, em grande parte, por contribuições voluntáriPenner afirmou que a proposta atende a uma solicitação apresentada por organizações representativas do segmento evangélico, entre elas a Associação das Igrejas Evangélicas do Paraguai e a Associação de Pastores das Igrejas Evangélicas do Paraguai.
A senadora Blanca Ovelar também manifestou apoio à iniciativa e associou seu posicionamento à defesa do pluralismo e da liberdade religiosa. Embora seja católica, afirmou considerar importante garantir respeito às diferentes expressões de fé existentes no paíJá o senador Rafael Filizzola apresentou uma ponderação sobre a escolha da data. Para ele, o Congresso deve ter cautela ao estabelecer uma comemoração destinada a um segmento religioso tão diversificado. O parlamentar argumentou que as próprias igrejas deveriam participar da definição de uma data que representasse o conjunto das denominações evangélicas.
Apesar da ressalva, a proposta avançou no Senado. Assim, deverá seguir para as próximas etapas do processo legislativo paraguaio antes de ser oficialmente promulgada como lei.



