MENU



Embora o evangelho da prosperidade explícito seja fácil de identificar, há outra mensagem mais sutil e talvez mais perigosa: o que poderíamos chamar de “evangelho da prosperidade suave”.
Essa versão raramente pede dinheiro para ministérios na TV ou promete cheques milagrosos pelo correio. Em vez disso, oferece aconselhamento financeiro prático misturado com princípios bíblicos selecionados. Parte do pressuposto de que enriquecer é sempre o objetivo desejado e a prova da bênção divina. A Escritura é apresentada menos como a revelação de Deus para uma vida santa e mais como uma fórmula para conquistar a vida dos seus sonhos.
O problema não está nos princípios bíblicos que levam à estabilidade financeira, eles existem! Honestidade, diligência, generosidade, evitar dívidas e planejar com sabedoria frequentemente resultam em bons resultados financeiros. O problema surge quando a acumulação de riquezas substitui a fidelidade a Deus. Colocar nossa segurança, identidade e significado no dinheiro é pecado.
Enquanto as Escrituras sempre examinam o coração antes de tratar do dinheiro, o evangelho da prosperidade suave costuma ignorar perguntas mais profundas: Por que você quer ser rico? Qual é a motivação dos seus objetivos financeiros? Você busca glorificar a Deus ou satisfazer desejos pesDe onde vêm as guerras e de onde vêm as contendas entre vocês? Não vêm das suas paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam, mas não têm; matam e invejam, mas não conseguem alcançar; vocês não têm porque não pedem. Pedem e não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres” (Tiago 4:1–3).
“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10).
A satisfação é uma virtude quase ausente na indústria do enriquecimento rápido. Contudo, Paulo escreveu que aprendeu a estar contente em toda e qualquer circunstância (Filipenses 4:11). Sua alegria estava enraizada no relacionamento com Cristo. Em uma cultura que nos pressiona constantemente a melhorar, acumular e nos comparar, a satisfação torna-se um testemunho poderoso: Cristo é suficiente.
Jesus ensinou que é mais bem-aventurado dar do que receber. A Igreja primitiva compartilhava generosamente entre si. A mordomia fiel consiste em aumentar nossa capacidade de servir a Deus e abençoar outros, administrando os recursos com sabeOs cristãos devem trabalhar com diligência, eliminar dívidas, economizar sabiamente, investir prudentemente e preparar-se para o futuro. Tudo isso são princípios bíblicos. Porém, jamais podem substituir a devoção total a Cristo. Nada do que temos nas mãos é permanente!
Satanás raramente tenta os crentes tornando a ganância feia. Ela está disfarçada de sabedoria, ambição, influência ou até mesmo do desejo legítimo de prover para a família. Porém, quando a busca pelo dinheiro começa a dominar nossos pensamentos, definir nossa identidade ou substituir nossa confiança em Deus, torna-se uma armadilha espiritual.
Este mundo não é nosso lar definitivo. Nosso maior tesouro não está em posses, contas bancárias, carteiras de investimentos ou no sucesso empresarial. Ele está em Cristo e na promessa futura que Ele oferece.
Portanto, seja criterioso. Desconfie de quem promete riquezas rápidas ou apresenta a riqueza como a medida suprema da bênção de Deus. Examine seus motivos com honestidade. Busque fidelidade em vez de fortuna, satisfação em vez de comparação e generosidade em vez de acDeus não nos chamou para enriquecer, mas para sermos fiéis com tudo o que Ele nos confia!
(Com informações de Chuck Bentley – Christianpost)



