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STF torna Malafaia réu por injúria contra o Exército

Malafaia contestou a denúncia e classificou o processo como resultado de perseguição política. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o líder religioso questionou a acusação de que teria ofendido o então comandante do Exército, general Tomás Paiva, durante uma manifestação na Avenida Paulista.Segundo Malafaia, a manifestação realizada em São Paulo não teve como alvo nominal o general Tomás Paiva. Ele sustentou que fez uma crítica genérica aos generais de quatro estrelas ao comentar a prisão do general Walter Braga Netto. “Eu desafio o procurador-geral, Paulo Gonet, e Alexandre de Moraes a provarem que eu citei o nome do general Tomás Paiva na Avenida Paulista”, declarou.

 

O pastor acrescentou que sua fala estava relacionada ao direito à liberdade de expressão e não identificava especificamente nenhum militar. “Eu falei de maneira genérica a minha liberdade de expressão numa manifestação pública”, disse.

 

Na avaliação de Malafaia, a ausência de menção direta ao comandante do Exército enfraqueceria a acusação. “Eu jamais citei o nome do comandante do Exército. A minha fala é genérica. Não tem sujeito definido”, afirmou.

 

Críticas ao envio do caso ao STF

Outro ponto questionado pelo pastor foi a decisão de encaminhar o processo ao Supremo. Malafaia afirmou que não possui foro por prerrogativa de função na Corte e defendeu que o caso deveria tramitar inicialmente na primeira insEle também criticou a relação estabelecida na denúncia entre as condutas atribuídas a ele e investigações conduzidas pelo STF sobre fake news e milícias digitais. “O que tem a ver uma manifestação minha, da minha liberdade de expressão em uma manifestação pública, com fake news e milícias digitais?”, indagou.

 

Malafaia ainda mencionou o artigo 102 da Constituição Federal ao argumentar que não estaria entre as autoridades submetidas originariamente à jurisdição do Supremo. Também citou o artigo 5º para defender o direito ao duplo grau de jurisdição.

 

O pastor também fez críticas ao ministro Flávio Dino e afirmou esperar que os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia analisem sua defesa antes de se manifestarem sobre o caso. “Eu só espero que Zanin e Cármen Lúcia, depois que meu advogado apresentar a defesa, votem contra esse absurdo”, salientou.

 

Confiança na decisão divina

Ao final da gravação, Malafaia afirmou que pretende continuar contestando o processo e associou sua expectativa de justiça à fé cristã. “Deus, no tempo certo, fará justiça. E ele vai fazer, pode ter certeza, minha gente”, enfO pastor encerrou a mensagem mencionando também o cenário eleitoral e dizendo esperar novos episódios envolvendo sua atuação política. “E não se admirem se agora no processo eleitoral vem covardia de Polícia Federal ou desse cara contra mim”, assinalou, terminando a gravação desejando bênçãos ao público, às famílias e ao Brasil.

Fonte Comunhão.




20/08/2026 – Net 3 Gospel

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